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Não Violência Contra a Mulher é tema de evento nesta sexta

20/11/2017 - Publicado por: Jorge Pedroso - Categoria: Social - Tags: nao violencia contra mulher tema evento sexta

Inscrições devem se realizadas até quinta (23), pelo telefone 3370-7562

A Secretaria de Assistência Social e Habitação e o Fórum da Comarca de Jaraguá do Sul promovem evento alusivo ao Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, marcado para esta sexta-feira (24), das 13h30 às 17 horas, no Centro de Convivência Arnoldo Leonardo Schmitt (no pavilhão C do Parque Municipal de Eventos). O evento é aberto à participação de todos os interessados, as inscrições são gratuitas e devem ser realizadas ligando para o telefone 3370-7562. Não há limite de vagas, mas a expectativa dos organizadores é reunir cerca de 300 pessoas.



Na foto, a juíza Anne Suszek, a gerente de Proteção Especial, Maria Andréia Stanck, a gerente de Proteção Social Básica, Bruna Nagel Pauli, e a secretária de Assistência Social e Habitação, Maria Camello, em reunião para acertar detalhes sobre o evento

A secretária de Assistência Social e Habitação, Maria Santin Camello, explica que o evento acontecerá na véspera do Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, que é 25 de novembro. Instituída em 1981 para fomentar uma reflexão sobre esse tema, esse dia foi escolhido para homenagear as mulheres ativistas assassinadas na República Dominicana nessa data, em 1960.

Para refletir acerca dessa situação em Jaraguá do Sul, o evento apresenta a seguinte programação: diálogos com a juíza de Direito, Anna Finke Suszek – que também fará o lançamento da cartilha Paz nos Lares –, e com o promotor da 5ª Promotoria de Justiça, Belmiro Hamisch Junior; depoimento de uma pessoa que participou das oficinas Paz nos Lares, realizadas pelo Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de Jaraguá do Sul; apresentação das políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, por meio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), no atendimento a vítimas de violência; uma peça teatral encenada pelo Grupo Gats, abordando o tema do evento.

A juíza Anna Finke Suszek adianta que falará sobre o aumento da violência doméstica em Jaraguá do Sul. De acordo com ela, houve um crescimento não apenas no número de denúncias, mas também nos casos de violência registrados desde que iniciaram os levantamentos estatísticos dessas ocorrências. Neste sentido, a juíza argumenta que o número de boletins de ocorrência, por exemplo, que em 2016 chegou a cerca de 1,5 mil, já está em torno 1,5 mil este ano. Além disso, no mesmo período, houve um aumento de 30% nas ações penais, que chegaram a aproximadamente 150 no ano passado e em 2017 o Ministério Público já propôs em torno de 200.

“Mas não dá pra dizer que a violência doméstica aumentou e sim que está aparecendo mais”, pondera Anne Suszek, acrescentando que, considerando a mudança cultural, as mulheres no mercado de trabalho e a alteração de seu posicionamento dentro da família, a tendência é uma redução desses casos. “Mas nesse meio tempo, entre diminuir e o momento em que estamos, ela começa a aparecer mais, porque essa mulher já não fica quieta e procura os seus direitos. A tendência é de redução, conforme a sociedade vai evoluindo, mas, por enquanto, ainda temos um aumento da visibilidade da violência doméstica. A mulher está ficando menos quieta”, complementa a juíza.

CARTILHA – A juíza Anne Suszek também fará o lançamento da cartilha Paz nos Lares, que tem origem nas oficinas com a mesma denominação, realizadas desde o início de 2016 no Fórum de Jaraguá do Sul. “Vimos a necessidade de que a Lei Maria da Penha não fosse tratada só no âmbito da justiça criminal, da penalização do agressor; precisávamos trabalhar o momento anterior, conscientizando as pessoas do que é a violência, de como agir e de como sair desse ciclo”, informa, acrescentando que a ideia, então, era conscientizar pela educação.

Ela explica que atualmente há oficina para casais, só para homens e apenas para mulheres, mas começou com uma oficina voltada a ambos, a quem eram passadas orientações gerais. A participação é aberta à população em geral, independentemente de estar ou não vinculado a algum processo ou situação de violência doméstica. “Quem deseja somente se informar sobre o assunto também pode participar”, reitera a juíza, orientando que os interessados devem procura o Cejusc, no Fórum de Jaraguá, ou ligar para 3275-7284. Anne Suszek destaca que o conteúdo da cartilha é voltado tanto para a mulher quanto ao homem e aborda a violência doméstica, os ciclos, quais os passos para superá-la. “É um resumo do que é tratado na oficina”, sintetiza.
 

CREAS –Vamos fazer uma fala breve sobre os Serviços que a Secretaria de Assistência Social está ofertando às mulheres vítimas de violência”, diz a gerente de Proteção Especial, Maria Andréia Stanck, acrescentando que esses casos são atendidos nos Centros de Referência Especializada de Assistência Social (Creas). Ela informa que hoje há um serviço denominado Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi) que engloba todas as situações de violência e atualmente são acompanhadas 258 famílias.

Maria Andréia explica que é o Serviço de Paefi que atendem os casos de violência contra a mulher. “A maioria dos encaminhamentos vem do Conselho Tutelar com a denúncia de violência contra crianças e adolescentes, contudo durante o acompanhamento familiar identifica-se que uma parcela significativa das mulheres que vivem neste contexto conflituoso também são vítimas de violência”. De acordo com ela, em algumassituações em que há necessidade de trabalhar exclusivamente com as mulheres, estas são convidadas a participarem do Grupo de Mulheres, realizado no Creas Nova Brasília, mais de 70 mulheres já foram convidadas.

Destaca a gerente de Proteção Especial, que o grupo exclusivo para mulheres teve incio neste ano, lembrando que, até então, havia somente grupos para as famílias, criança, e adolescentes.


Segundo Maria Andréia, os grupos ocorrem semanalmente, participam em média 15 mulheres por encontro. “O foco da intervenção visa o empoderamento da mulher, contribui para que ela possa identificar quais são as formas de violência está vivenciando”. Por vezes ela não consegue identificar as violências sofridas. Sendo assim, o trabalho das equipes técnicas é fundamental para que estas mulheres se fortaleçam e consigam romper com o clico de violência, complementa.

 


 




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